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Eficácia e segurança da suplementação de creatina acompanhada de treinamento físico em diabéticos do tipo II um estudo clínico, randomizado, duplo-cego, controlado por placebo

Bruno Gualano Antonio Herbert Lancha Junior

2010

Localização: EEFE - Esc. Educação Física e Esporte    (T 796.027 G-7 )(Acessar)

  • Título:
    Eficácia e segurança da suplementação de creatina acompanhada de treinamento físico em diabéticos do tipo II um estudo clínico, randomizado, duplo-cego, controlado por placebo
  • Autor: Bruno Gualano
  • Antonio Herbert Lancha Junior
  • Assuntos: NUTRIÇÃO; COMPOSIÇÃO CORPORAL; TREINAMENTO FÍSICO
  • Notas: Tese (Doutorado)
  • Descrição: Estudos sugerem que a suplementação de creatina pode atenuar a resistência à insulina, embora sejam escassas evidências que atestem a segurança desse suplemento. Diante disso, esse estudo teve como objetivo investigar a eficácia e segurança da suplementação de creatina em diabéticos do tipo 2. Foi conduzido um estudo clínico, randomizado, duplo-cego, controlado por placebo. Ao longo de três meses, os pacientes foram submetidos a treinamento físico e suplementação de creatina (CR) ou placebo (PL). No período basal e após a intervenção, os indivíduos realizaram avaliações de controle glicêmico, perfil lipídico, capacidade física, composição corporal e efeitos adversos. Além disso, os voluntários foram submetidos à biópsias musculares, para análises da expressão proteica e translocação de GLUT-4, e espectrometria de fósforo para determinação dos conteúdos intramusculares de fosforilcreatina. Após a intervenção, as concentrações intramusculares de fosforilcreatina foram maiores no grupo CR (diferença estimada entre as médias: 23,6 mmol/Kg músculo úmido; p = 0,03). Esse grupo também apresentou menores concentrações de hemoglobina glicada quando comparado ao grupo PL (diferença estimada entre as médias: -1,1%; p = 0,004). Os testes de tolerância oral à refeição demonstraram menores valores de glicemia de jejum e pós-prandial (momentos 30 e 60 minutos) no grupo CR versus PL. A expressão proteica de GLUT-4 não foi diferente entre os grupos, porém o aumento na translocação dessa proteína foi significantemente superior no grupo CR (p = 0,03). Não houve diferenças significantes entre os grupos para a insulinemia, perfil lipídico, concentrações séricas de peptídeo C, composição corporal, condicionamento aeróbio, força e função musculares. A suplementação de creatina não provocou deterioração nas funções renal e hepática.
    Os demais efeitos adversos relatados também não foram diferentes entres os grupos. Desta forma, concluímos que a suplementação de creatina aliada ao treinamento físico é uma estratégia terapêutica segura e efetiva em melhorar o controle glicêmico em diabéticos do tipo 2. Número de registro no domínio Clinicaltrials.com: NCT00992043
  • Data de criação/publicação: 2010
  • Formato: vii, 93 p.
  • Idioma: Português

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