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Comportamento comunicativo de indivíduos com diagnóstico de esquizofrenia

Santos, Ariana Elite Dos

Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP; Universidade de São Paulo; Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto 2012-09-20

Acesso online. A biblioteca também possui exemplares impressos.

  • Título:
    Comportamento comunicativo de indivíduos com diagnóstico de esquizofrenia
  • Autor: Santos, Ariana Elite Dos
  • Orientador: Pedrão, Luiz Jorge
  • Assuntos: Comunicação; Esquizofrenia; Fonoaudiologia; Saúde Mental; Communication; Language And Hearing Sciences; Mental Health; Schizophrenia; Speech
  • Notas: Dissertação (Mestrado)
  • Descrição: Poucos são os dados epidemiológicos sobre as alterações da comunicação em serviços de saúde mental. Porém, através de experiências clínicas e de estudos realizados em instituições psiquiátricas, foram observadas em indivíduos com diagnóstico de transtornos mentais, principalmente de esquizofrenia, variações dos aspectos comunicativos, sendo a linguagem o componente mais afetado. Nestes indivíduos, o relacionamento e a vida em sociedade estão prejudicados, e essas questões estão intimamente ligadas aos processos de comunicação. Então, conhecer e avaliar seus comportamentos comunicativos permite desenvolver metodologias assistenciais adequadas, principalmente para os que utilizam serviços de saúde mental, na busca da reabilitação psicossocial. O tipo de estudo é descritivo exploratório, realizado em um Núcleo de Saúde Mental (NSM) localizado em uma cidade do interior do estado de São Paulo, Brasil, e teve como principal objetivo descrever o comportamento comunicativo de indivíduos com diagnóstico de esquizofrenia. A amostra foi constituída por 50 indivíduos com o referido diagnóstico, usuários do NSM, com faixa etária entre 19 e 75 anos e com, no mínimo, dois anos de escolaridade. Primeiramente, foi realizado um levantamento nos prontuários desses indivíduos no NSM, extraindo-se os dados pessoais e o subtipo de esquizofrenia. Posteriormente, para a avaliação, foi utilizada a Bateria Montreal de Avaliação da Comunicação - Bateria MAC, constituída por 14 tarefas que avaliam os aspectos discursivo, pragmático-inferencial, léxico-semântico e prosódico da linguagem. A análise foi realizada por meio de estatística simples descritiva utilizando-se o Programa Statistical Package for Social Sciences (SPSS) 16.0, e, relacionou-se também, as informações extraídas dos prontuários relativas aos dados pessoais dos participantes, possibilitando, desta forma, uma relação entre os dados obtidos através da Bateria MAC e as características dos usuários. Os resultados mostraram que a maior parte da amostra era do sexo masculino, com baixa escolaridade, praticante do catolicismo e com esquizofrenia do subtipo paranoide. Todas as tarefas avaliadas apresentaram uma porcentagem considerável de alterações, porém, as maiores alterações, ocorreram nas tarefas de evocação lexical com critério semântico, atos de fala indiretos, discurso conversacional e discurso narrativo, e, as menores alterações, ocorreram nos componentes prosódicos no nível de compreensão, destacando-se que, o nível da produção nos aspectos lingüísticos e emocionais da prosódia, também apresentou alteração considerável, permitindo a conclusão de que o comportamento comunicativo de indivíduos com diagnóstico de esquizofrenia é desviante em todos os aspectos da linguagem. Os aspectos mais prejudicados foram o discurso e a pragmática, que não devem ser relacionados unicamente aos aspectos lingüísticos, mas também às características de alteração do pensamento e da cognição, além do embotamento afetivo e das questões sociais envolvidas nesse transtorno. Através deste estudo foi possível compreender que não existem características únicas para descrever o comportamento comunicativo de indivíduos com diagnóstico de esquizofrenia, sendo importante valorizar o contexto social, cultural e econômico destes indivíduos. Criar possibilidades comunicativas para envolvê-los na sociedade certamente contribui de maneira significativa na sua assistência e na formulação de programas de intervenção, tarefa esta, própria do fonoaudiólogo.
  • DOI: 10.11606/D.22.2017.tde-13112015-145641
  • Editor: Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP; Universidade de São Paulo; Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto
  • Data de publicação: 2012-09-20
  • Formato: Adobe PDF
  • Idioma: Português

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