skip to main content

Estudo do peptídeo-C da proinsulina e de peptídeos oriundos da sua região C-terminal por ressonância magnética nuclear

Silva, Daniel Ferreira

Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP; Universidade de São Paulo; Instituto de Física de São Carlos 2005-09-21

Acesso online. A biblioteca também possui exemplares impressos.

  • Título:
    Estudo do peptídeo-C da proinsulina e de peptídeos oriundos da sua região C-terminal por ressonância magnética nuclear
  • Autor: Silva, Daniel Ferreira
  • Orientador: Garratt, Richard Charles
  • Assuntos: Peptídeos; Proinsulina; Ressonância Magnética; Not Available
  • Notas: Dissertação (Mestrado)
  • Descrição: O peptídeo-C da proinsulina foi considerado, por muito tempo, apenas um subproduto da síntese de insulina e sem nenhuma atividade fisiológica. A ele era atribuída apenas a função do correto enovelamento da insulina madura. Estudos recentes em pacientes diabéticos e em modelos animais tem demonstrado, porém, que o peptídeo-C possui uma função fisiológica ativa, possivelmente via interação com um receptor acoplado a uma proteína-G presente em alvos de membranas celulares. Esses resultados recuperaram o interesse na estrutura da molécula, tendo sido demonstrado que a parte mais ordenada do peptídeo-C humano, de 31 resíduos, é seu pentapeptídeo C-terminal, uma região capaz de, sozinha, elucidar muitas das respostas celulares atribuídas à molécula inteira. No presente trabalho, quatro peptídeos de diferentes comprimentos (respectivamente 8, 7, 6 e 5 resíduos), correspondendo à região C-terminal do peptídeo-C humano, e um correspondendo ao heptapeptídeo final do peptídeo-C do rato, foram estudados usando técnicas de RMN. Todos os espectros foram medidos em 50% TFE/ 50% H2 O, a várias temperaturas dentro do intervalo de 277- 303 K, e analisados quanto à presença de estruturas estáveis ou tendências conformacionais, particularmente com respeito à presença de pontes de hidrogênio características de voltas-β ou - α. O critério usado para avaliar cada peptídeo incluiu a presença de ROEs característicos de voltas, os valores das constantes de acoplamento 3JNH α, e a dependência tanto do deslocamentos químico quanto da intensidade dos picos com a temperatura. Todos os peptídeos mostraram evidências da formação de voltas reversas, apesar de apresentarem padrões complexos e variações consideráveis entre si. Em nenhum deles foi observado o padrão característico da região C-terminal previamente descrita para o peptídeo-C, sugerindo que essa região não é uma entidade autônoma. ) A característica mais conservada é a presença provável de uma ponte de hidrogênio envolvendo a carbonila da G28 e o amido da cadeia principal da Q31. Tal suposição é consistente com a conservação da intensidade do pico do próton amídico da cadeia principal da Q31., com a temperatura. Existe, também, a possibilidade de que o amido da cadeia principal da Q IND.31, esteja envolvido em uma volta ALFA com a carbonila do E27, conforme observado no peptídeo-C completo. O peptídeo derivado da região C-terminal do peptídeo-C do rato mostrou um maior número de ROEs do que o correspondente peptídeo humano, além de apresentar várias características únicas. Esses dados sugerem que o peptídeo do rato possa ter uma tendência em adotar uma conformação diferente de seu correspondente humano, uma observação coerente com a especificidade da seqüência do peptídeo-C conforme evidenciada pelos experimentos de reação cruzada
  • DOI: 10.11606/D.76.2005.tde-02122014-101517
  • Editor: Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP; Universidade de São Paulo; Instituto de Física de São Carlos
  • Data de publicação: 2005-09-21
  • Formato: Adobe PDF
  • Idioma: Português

Buscando em bases de dados remotas. Favor aguardar.