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Avaliação dos fatores de risco para morbimortalidade após cirurgia abdominal em pacientes oncológicos

Simões, Claudia Marquez

Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP; Universidade de São Paulo; Faculdade de Medicina 2014-12-08

Acesso online. A biblioteca também possui exemplares impressos.

  • Título:
    Avaliação dos fatores de risco para morbimortalidade após cirurgia abdominal em pacientes oncológicos
  • Autor: Simões, Claudia Marquez
  • Orientador: Carmona, Maria Jose Carvalho
  • Assuntos: Cirurgia Geral; Neoplasia; Mortalidade; Fatores De Risco; Complicações Pós-Operatórias; Terapia Intensiva; General Surgery; Intensive Care; Mortality; Neoplasms; Risk Factors; Postoperative Complications
  • Notas: Tese (Doutorado)
  • Descrição: Introdução: Os pacientes oncológicos, frequentemente, apresentam complicações graves após cirurgia abdominal. No entanto, existem poucos dados sobre fatores preditores de morbimortalidade neste grupo. O objetivo deste estudo foi identificar fatores preditores de complicações graves e óbitos após cirurgia abdominal em pacientes oncológicos. Métodos: Após aprovação pela comissão de ética institucional, 308 pacientes com câncer submetidos a cirurgias abdominais foram avaliados durante 30 dias de pós-operatório quanto à mortalidade ou a complicações infecciosas, cardiovasculares, respiratórias, neurológicas, renais e cirúrgicas. Também foram avaliados o tempo de internação hospitalar e em unidade de terapia intensiva. Foi realizada análise univariada e multivariada com bootstrap para identificação dos fatores independentes preditores de risco. Resultados: De 308 pacientes operados, 106 pacientes (34,4%) desenvolveram complicações graves durante o período de acompanhamento, sendo que 7 (2,27%) evoluíram para óbito. Em um modelo de regressão logística, os fatores idade (odds ratio [OR] 1.03 IC 95% 1.01-1.06], p = 0.012), estado físico da Sociedade Americana de Anestesiologistas >= 3 (OR 2.61 [IC 95% 1.33-5.17], p = 0.003), hemoglobina pré-operatória inferior a 12 g/dL (OR 2.13 [IC 95% 1.21-4.07], p = 0.014), uso de coloides intra-operatórios (OR 1.89, [IC 95% 1.03-4.07], p = 0.047), volume total de fluidos intra-operatórios (OR 1.22 [IC 95% 0.98-1.59], p = 0.106 por litro), sangramento cirúrgico superior a 500 mL (2.07 [IC 95% 1.00-4.31], p = 0.043) e o uso de vasopressores contínuos no intra-operatório (OR 4.68 [IC 95% 1.55-27.72], p = 0.004) foram identificados como fatores de risco independentes. Conclusões: Os resultados sugerem que estratégia perioperatória baseada no tratamento da anemia pré-operatória, técnica cirúrgica hemostática, uso conservador de hemoderivados, reposição cautelosa de fluidos e prevenção do uso de coloides podem reduzir as complicações pós-operatórias em pacientes com câncer submetidos a cirurgia abdominal. Estes fatores de risco apontados podem ser úteis para futuros estudos com a aplicação de estratégias préoperatórias para otimização dos desfechos
  • DOI: 10.11606/T.5.2014.tde-25022015-093520
  • Editor: Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP; Universidade de São Paulo; Faculdade de Medicina
  • Data de publicação: 2014-12-08
  • Formato: Adobe PDF
  • Idioma: Português

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