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Decomposição de folhas em manguezais na região de Bertioga, São Paulo, Brasil

Débora Orgler de Moura Welington Braz Carvalho Delitti

1997

Localização: IB - Instituto de Biociências    (M-744 )(Acessar)

  • Título:
    Decomposição de folhas em manguezais na região de Bertioga, São Paulo, Brasil
  • Autor: Débora Orgler de Moura
  • Welington Braz Carvalho Delitti
  • Assuntos: ECOLOGIA
  • Notas: Dissertação (Mestrado)
  • Descrição: O objetivo geral deste trabalho foi avaliar a dinâmica da decomposição das folhas das espécies de Avicennia schaueriana, Laguncularia racemosa e Rhizophora mangle, através da determinação de suas taxas de decomposição e de suas concentrações de nutrientes, ao longo do processo. Além disso, este trabalho visou avaliar a influência do ambiente físico-químico na decomposição através da comparação entre dois sítios (Rio Iriri e Rio Itapanhaú) e da comparação entre estações distintas (verão e inverno). Foram obtidos dois tipos de coeficientes os denominados de longo prazo, considerando todo o período do estudo, e os de curto prazo (analisando os dados até 90 e 150 dias após o início da decomposição). Os coeficientes de curto prazo apresentaram uma correlação maior (77% maior) aos ajustes exponenciais do que os de longo prazo, indicando uma maior adequação dos coeficientes de 150 dias. Estes coeficientes foram utilizados para a análise de variância de 3 vias obtendo-se uma diferença significativa entre os espécies, sítios e estações. A. schaueriana foi a espécie que se decompôs mais rapidamente (k=0,015), seguida por L. racemosa (k=0,011) e R. mangle (k=0,006). Esta diferença foi explicada pelas características físico-químicas das folhas como conteúdo de ligninas e taninos, concentrações de nutrientes, além da presença de cera. A diferença entre estações foi atribuída às maiores pluviosidade e temperatura do início dos experimentos de verão (k=0,012) quando
    comparados aos experimentos com início no inverno (k=0,009). No que se refere à diferença entre sítios, acredita-se que os principais fatores ambientais responsáveis pelas maiores taxas no Rio Iriri (k=0,012, no Rio Iriri e 0,010, no Rio Itapanhaú) foram o regime de inundação e a concentração de nutrientes no sedimento. A liberação de nutrientes variou também de acordo com as espécies sendo A. schaueriana a espécie que apresentou a maior velocidade de liberação enquanto que R. mangle foi a espécie que os liberou mais lentamente. Durante a decomposição observou-se um enriquecimento dos detritos, demonstrando pelas diminuições nas razões C:N e C:P
  • Data de publicação: 1997
  • Formato: 87 p anexos.
  • Idioma: Português

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