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Identidade e conflito a construção política dos "remanescentes de quilombo" do Vale do Ribeira

Fábio José Bechara Sanchez Irene de Arruda Ribeiro Cardoso

2004

Localização: FFLCH - Fac. Fil. Let. e Ciências Humanas    (T SANCHEZ,FABIO JOSE B. 2004 )(Acessar)

  • Título:
    Identidade e conflito a construção política dos "remanescentes de quilombo" do Vale do Ribeira
  • Autor: Fábio José Bechara Sanchez
  • Irene de Arruda Ribeiro Cardoso
  • Assuntos: NEGROS -- VALE DO RIBEIRA (SP); QUILOMBOS -- VALE DO RIBEIRA (SP); ETNOGRAFIA -- VALE DO RIBEIRA (SP)
  • Notas: Dissertação (Mestrado)
  • Descrição: Este trabalho analisa a construção política da identidade de "remanescentes de quilombo" e a aparição pública desta população do Vale do Ribeira, Estado de São Paulo, nos últimos 20 anos. Se até o início dos anos 80 os bairros rurais negros dos municípios de Eldorado e Iporanga pouca visibilidade tinham, hoje é difícil falar sobre o Vale do Ribeira sem se referir à sua população "remanescente de quilombo".A aparição pública dos "remanescentes de quilombo" do Vale do Ribeira realizou-se, por um lado, pela articulação e envolvimento destes bairros rurais nos conflitos que afloraram na região, particularmente, o conflito fundiário, o conflito ambiental e os diferentes projetos de desenvolvimento para a região, hoje sintetizados na proposta de construção de barragens ao longo do Rio Ribeira de Iguape. Por outro lado, deu-se pela construção política do termo "remanescentes de quilombo" como fruto do Movimento Negro que, no final dos anos 70 e início dos 80, trouxe à tona a temática dos quilombos e institucionalizou o termo com a inclusão de direitos desta população na Constituição Federal de 1988. Com o reconhecimento jurídico dos "remanescentes de quilombo" pela Constituição de 1988, a população dos bairros rurais negros do Vale do Ribeira incorporou, em princípio estrategicamente, esta identidade e passou a militar pela "causa quilombola" e a reivindicar direitos. Percebe-se, na análise, que a denominação "remanescente de quilombo" é muito mais o que se poderia chamar de
    uma identidade política do que um real auto-reconhecimento. Entendo como identidade política a identidade que uma )determinada população tem para os agentes externos com quem ele tem debates e embates no espaço público, não sendo uma identidade que possa ser delimitada e compreendida sociológica ou arqueologicamente, mas apenas pela política, ou seja, pelo conflito
  • Data de publicação: 2004
  • Formato: 158 p.
  • Idioma: Português

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