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Água e paisagem agrícola entre os grupos pré-hispânicos da Sabana de Bogotá - Colômbia

Gallo, Diana Lorena Rodriguez

Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP; Universidade de São Paulo; Museu de Arqueologia e Etnologia 2015-06-02

Acesso online. A biblioteca também possui exemplares impressos.

  • Título:
    Água e paisagem agrícola entre os grupos pré-hispânicos da Sabana de Bogotá - Colômbia
  • Autor: Gallo, Diana Lorena Rodriguez
  • Orientador: Scatamacchia, Maria Cristina Mineiro
  • Assuntos: Agricultura Pré-Hispânica; Sabana De Bogotá; Sistemas Hidráulicos; Muiscas; Camellones; Muiscas; Hydraulic Systems; Raised Fields; Sabana De Bogotá; Pre-Hispanic Agriculture
  • Notas: Tese (Doutorado)
  • Notas Locais: Programa de Pós-Graduação em Arqueologia
  • Descrição: O Sistema Hidráulico de Campos Elevados de Cultivo, Camellones, construído ao longo de 2500 anos pelos grupos pré-hispânicos da Sabana de Bogotá, Colômbia, é o tema central da presente tese. O nosso trabalho focou na relação estabelecida entre estes grupos e a água, para determinar de que maneira a interação entre ambos levou a uma forma particular de exploração dos recursos e de ocupação do território. O objetivo geral da pesquisa foi entender como foi organizada a espacialidade e as atividades cotidianas, especificamente durante o período Muisca Tardio (1000 - 1550 DC), em torno do sistema hidráulico, isto é, como se construiu uma paisagem agrícola em um ecossistema de águas abertas, e como mudou essa paisagem com a colonização espanhola durante a segunda metade do século XVI. Apoiados nos conceitos e elementos teóricos da Arqueologia da Paisagem e da Ecologia Histórica, e nos dados arqueológicos, paleo-ambientais, documentais e na fotointerpretação, desenvolvemos uma análise que permitiu estabelecer que o sistema de camellones foi o resultado da inter-relação homem-meio em que os homens criaram uma forma de viver em um meio alagadiço e com grandes áreas de pântano permanente, construindo longos canais para controlar a água, criando áreas de mitigação das enchentes, obstruindo a confluência de alguns rios e elevando os campos para cultivo. A água, longe de ser um problema, se transformou no eixo de um sistema que não só provia alimentos mas também recursos derivados da pesca e da caça. Esta paisagem mudou drasticamente com a colonização espanhola, já que ela transformou o sistema social e produtivo dos Muiscas, o qual sustentava o sistema hidráulico. A mudança na forma de posse da terra, no tipo de plantas cultivadas, na introdução de elementos completamente alheios como o gado, somado à queda populacional, ao rompimento dos laços comunitários tradicionais, enfim, o desabamento do mundo que até então tinham conhecido, dificultou a reprodução social das estruturas necessárias para que o sistema hidráulico sobrevivesse.
  • DOI: 10.11606/T.71.2015.tde-06082015-144204
  • Editor: Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP; Universidade de São Paulo; Museu de Arqueologia e Etnologia
  • Data de publicação: 2015-06-02
  • Formato: Adobe PDF
  • Idioma: Português

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