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Ocupações humanas pré-coloniais na Ilha de São Luis - MA: inserção dos sítios arqueológicos na paisagem, cronologia e cultura material cerâmica

Bandeira, Arkley Marques

Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP; Universidade de São Paulo; Museu de Arqueologia e Etnologia 2013-02-27

Acesso online. A biblioteca também possui exemplares impressos.

  • Título:
    Ocupações humanas pré-coloniais na Ilha de São Luis - MA: inserção dos sítios arqueológicos na paisagem, cronologia e cultura material cerâmica
  • Autor: Bandeira, Arkley Marques
  • Orientador: Alves, Marcia Angelina
  • Assuntos: Sítios; São Luís; Paisagem; Cronologia; Cerâmica; Landscape; Chronology; São Luís; Sites; Ceramic
  • Notas: Tese (Doutorado)
  • Descrição: A tese Ocupações humanas pré-coloniais na Ilha de São Luís - MA: inserção dos sítios na paisagem, cronologia e cultura material cerâmica discorreu sobre a investigação realizada em cinco sítios arqueológicos situados no Maranhão: sambaquis do Bacanga, Panaquatira, Paço do Lumiar e sítios cerâmicos Vinhais Velho e Maiobinha I. A problemática de pesquisa foi inicialmente delineada em 2005, em dissertação de mestrado sobre o Sambaqui do Bacanga, que objetivou apresentar uma cronologia para a ocorrência de cerâmica nesta ocupação pescadora-coletora-caçadora. A ampliação do objeto de pesquisa se deu com a busca de outros sítios arqueológicos, no intuito de se construir conhecimento sobre as ocupações ceramistas na Ilha de São Luís, em uma perspectiva regional e sob os auspícios da Arqueologia da Paisagem. As atividades de campo consistiram de escavações em amplas áreas para evidenciação dos processos de formação do registro arqueológico, a espacialidade dos sítios e o contexto deposicional da cerâmica. A hipótese que norteou o trabalho principiou que a Ilha de São Luís foi densamente ocupada por diversos grupos humanos, em uma perspectiva de longa duração, em decorrência da estabilidade climática do Holoceno Médio, que propiciou um ambiente marítimo-estuarino-insular com alta taxa de produtividade nos ecossistemas litorâneos, principalmente os manguezais. A intepretação dos resultados possibilitou identificar distintos horizontes culturais que ocuparam a Ilha de São Luís, desde 6.600 anos Antes do Presente até o período de contato com o colonizador europeu, em princípios do século XVII. As ocupações humanas que colonizaram a Ilha de São Luís se diferenciaram pelo modo de vida, subsistência, cultura material e formação do pacote arqueológico. Correlações entre as variáveis espaçotemporais, inserção na paisagem e tecnotipologia cerâmica atestaram a existência de uma ocupação mais antiga, representada por um horizonte ceramista pré-sambaquieiro; seguida de uma ocupação intermediária de longa duração, associada a um horizonte ceramista sambaquieiro; substituída por um horizonte ceramista tardio associado à terra preta arqueológica, seguido de um horizonte ceramista simples e finalizando com um horizonte associado aos Tupinambás, que se estendeu até o período do contato. Os resultados obtidos nesta tese indicaram que, mesmo com a diversidade cultural e amplitude temporal, as ocupações humanas na Ilha de São Luís se assentaram nas mesmas áreas, tornando-se esses lugares atrativos ao longo dos milênios, por apresentar áreas de captação de recursos alimentares, matérias-primas, fontes de água doce e relacionar-se com os locais mais privilegiados topograficamente para habitação.
  • DOI: 10.11606/T.71.2013.tde-11042013-102411
  • Editor: Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP; Universidade de São Paulo; Museu de Arqueologia e Etnologia
  • Data de publicação: 2013-02-27
  • Formato: Adobe PDF
  • Idioma: Português

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