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Semiótica e Bakhtin. Transcendência imanente: álbum de cancão e sujeito encarnado

Basso, Danyllo Ferreira Leite

Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP; Universidade de São Paulo; Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas 2017-06-29

Acesso online. A biblioteca também possui exemplares impressos.

  • Título:
    Semiótica e Bakhtin. Transcendência imanente: álbum de cancão e sujeito encarnado
  • Autor: Basso, Danyllo Ferreira Leite
  • Orientador: Campos, Norma Discini de
  • Assuntos: Álbum De Canção; Semiótica (Verbal; Da Canção; Visual; Tensiva; Das Paixões); Gêneros Do Discurso; Círculo De Bakhtin; Canção; Discursive Genres; Music Album; Bakhtin Circle; Semiotics (Verbal; Song; Visual; Tensive; Passions); Song
  • Notas: Dissertação (Mestrado)
  • Notas Locais: Versão corrigida
  • Descrição: O trabalho que aqui se enuncia debruçou-se sobre um álbum de canção. O exame se ancorou em dois arcabouços teóricos: o da Semiótica francesa, e seus desdobramentos tensivos, e o do Círculo de Bakhtin. A hipótese que firmou este trabalho é a de que o álbum de canção enquanto compilação compõe um todo de sentido. Ao selecionar as canções e as fotografias para compô-lo, a enunciação faz com que cada elemento funcione (pensa-se nas funções de Hjelmslev, 2003) e faça o todo significar na parte. A totalidade aponta para cada parte no momento em que cada membro pulsa a totalidade. O trabalho não atentou apenas às canções, mas também lançou luz à imagem/fotografia que inaugura o encarte do álbum de canção, para o que foram bem-vindos os postulados da Semiótica Visual. Dessa totalidade de enunciados emerge o estilo. Uma vez no âmbito do estilo, o trabalho acolheu o pensamento de Bakhtin quando o teórico elucida sua teoria sobre os gêneros discursivos. Alavancou-se, de igual modo, o pensamento de Discini, no momento em que a teórica firma parceria entre a Semiótica e Bakhtin para pensar o Homen encarnado nos textos, que é o estilo. A presente pesquisa, então, examinou o álbum enquanto gênero discursivo, ao articular uma temática (aquilo de que se diz) e uma composição (na maneira em que se diz), ambas fundadoras, e fundadas, do/pelo estilo (um modo póprio e recorrente de dizer da maneira pela qual se diz). Da recorrência do dizer se depreende uma recorrência no modo de ser: o modo de se fazer presente. O estilo é o homem, segundo Buffon. O estilo é duas pessoas, de acordo com Bakhtin. Para se refletir acerca dos homens encarnados nos textos, o trabalho se radicou na noção de estrutura aberta, recuperada nos trabalhos de Discini (2015). A partir daí, concebeu-se o estilo como imanente e diferencial. Imanente se ancora na língua como estrutura, e por isso, fechada. Diferencial se inaugura na transcendência: a abertura da estrutura. O caráter imanente instaurou uma análise que se baseou no formal, de onde se referenciou a semiótica enquanto teoria e método imanentes. O teor transcendente só foi integrado a partir do formal, quando a pesquisa se beneficiou do pensamento de Bakhtin. Concebeu-se neste estudo, a partir da noção de estrutura aberta, a transcendência como imanente, para o que se convocou o conceito de signo ideológico, cunhado em Bakhtin (1992). O álbum a que se refere é o Setevidas (2014), da cantora e compositora Pitty. Da totalidade dos enunciados de Pitty, emergiu seu estilo como modo recorrente de dizer, que remete a seu modo de ser. Esse modo de ser é sua imagem discursiva: seu éthos. Dos rastros do enunciado à enunciação. Do actante do enunciado ao ator da enunciação. Do ator ao enunciatário. O estilo é Pitty. O estilo é Pitty e seu enunciatário. O estilo é Pitty e o mundo percebido. O trabalho examinou da imanência à transcendência, pela aparência, no âmbito de uma estilística discursiva.
  • DOI: 10.11606/D.8.2017.tde-30112017-143740
  • Editor: Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP; Universidade de São Paulo; Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas
  • Data de publicação: 2017-06-29
  • Formato: Adobe PDF
  • Idioma: Português

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