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Diversificação como forma de gerenciamento de risco na agricultura

De Zen, Sérgio

Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP; Universidade de São Paulo; Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz 2002-04-29

Acesso online. A biblioteca também possui exemplares impressos.

  • Título:
    Diversificação como forma de gerenciamento de risco na agricultura
  • Autor: De Zen, Sérgio
  • Orientador: Barros, Geraldo Sant'Ana de Camargo
  • Assuntos: Administração De Risco; Agricultores; Agricultura; Renda Agrícola
  • Notas: Tese (Doutorado)
  • Notas Locais: CD-ROM
  • Descrição: Este estudo teve como finalidade mostrar a importância da diversificação no processo de gerenciamento dos riscos da renda. Para tanto, foram escolhidas duas regiões de agricultura intensiva, mas com estruturas fundiárias diferentes. O Mato Grosso representa uma região de grandes propriedades e o Rio Grande do Sul, de pequenas. Nas duas regiões, as principais opções de atividades são culturas anuais e pecuária de corte. Os dados e os modelos adotados nas duas regiões permitiram que fossem feitas comparações dos dois tipos de agricultores perante uma situação de risco. Para contextualizar o cenário em que se encontram os produtores alvos deste trabalho, é feita uma breve análise das transformações da política agrícola brasileira nas últimas décadas. O Estado deixou de ser um agente fornecedor de crédito subsidiado e paternalista. No processo de comercialização, o poder público modificou a sua atuação, reduzindo seu papel de sustentação de preços, deixando mais espaço para a formação de preços nos mercados agropecuários. Também grande parte dos financiamentos passaram a ser fornecidos a taxas de mercado, substancialmente maiores que as taxas oficiais. O trabalho é desenvolvido a partir de três hipóteses: a) os produtores rurais das regiões estudadas diversificam suas atividades utilizando técnicas modernas; b) a diversificação tem sido eficaz na redução dos riscos dos produtores; c) os produtores tendem a se aproximar na fronteira possível de eficiência embora difiram em as taxas de aversão ao risco. Através dos modelos matemáticos, objetiva-se ratificar ou refutar essas hipóteses. Os dados relativos à receita líquida do produtor foram levantados em campo, através de painéis nas regiões de produção, e os dados históricos foram coletados de fontes secundárias como IBGE, Emater do MT e RS, FGV e Cepea/Esalq/USP. Na análise dos dados foram empregados os modelos linear e quadrático. O modelo linear - MOTAD - utiliza os desvios absolutos como forma de medida de risco; já o modelo quadrático - Modelo E-V- utiliza a matriz de variância e covariância como medida de risco. Os desvios foram estimados subtraindo as séries históricas da receita bruta de cada cultura dos respectivos valores estimados por regressão linear simples. Os resultados dos modelos de minimização de risco permitiram a construção da fronteira eficiente para os dois tipos de propriedades. Na fronteira de eficiência econômica, foi observado o ponto correspondente à propriedade típica da região estudada. A inclinação da fronteira nesse ponto fornece a taxa de aversão ao risco do agricultor. Os resultados permitiram verificar que em todos os níveis de receita esperada a diversificação reduz os riscos dos produtores, sendo que as taxas de aversão aos riscos dos produtores gaúchos são mais elevadas que as do mato-grossense.
  • DOI: 10.11606/T.11.2002.tde-20210104-191617
  • Editor: Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP; Universidade de São Paulo; Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz
  • Data de criação/publicação: 2002-04-29
  • Formato: Adobe PDF
  • Idioma: Português

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